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Caso do personal Leandro Araújo segue sem desfecho judicial após meia década

Cinco anos após o assassinato do personal trainer Leandro Araújo, de 25 anos, a família da vítima ainda aguarda por justiça. O crime, ocorrido em novembro de 2020 no município de Coari (a 363 km de Manaus), segue sem uma resolução nos tribunais. Apesar de a Polícia Civil ter identificado executores e mandantes, o julgamento precisou ser adiado mais uma vez.

O homicídio aconteceu no dia 6 de novembro de 2020, dentro da academia onde Leandro trabalhava. De acordo com as investigações, a execução foi planejada: um homem entrou no estabelecimento se passando por aluno e pediu orientações de treino à vítima. Em seguida, um segundo suspeito se aproximou e disparou três vezes contra o personal trainer. Leandro chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A dupla de executores fugiu do local em uma motocicleta.

As investigações revelaram um esquema por trás do assassinato. Segundo o delegado José Barradas, os mandantes do crime foram identificados como um casal que atua na área da saúde — incluindo um estudante de medicina. Eles teriam sido os responsáveis por contratar os pistoleiros para a execução.

A demora processual tem gerado angústia. Em março deste ano, o julgamento pelo Tribunal do Júri chegou a ser iniciado na Câmara Legislativa de Coari, mas foi suspenso. A justificativa foi a falta de quórum no banco dos réus: dos sete acusados, apenas dois compareceram à sessão. Segundo a Justiça, para que o processo siga adequadamente, não pode haver o desmembramento dos julgamentos, sendo obrigatória a presença de todos.

Para a família, resta a dor e a cobrança por celeridade. O pai da vítima, Alexandre Pinheiro, relembrou emocionado a trajetória do filho, que estava a um ano de concluir a graduação em Educação Física. “Um jovem promissor que, no ano seguinte, já ia se formar. Um filho com essa mentalidade e com esse perfil é a maior felicidade de uma família. E nós queremos justiça”, desabafou.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) foi procurado pela reportagem para comentar a morosidade do processo, mas não enviou resposta até o fechamento da edição.

Transcrição do Vídeo

Apresentador: Bom, a gente traz um caso agora do interior. Em 2020, um personal trainer foi assassinado dentro de uma academia em Coari. Cinco anos depois, esse crime segue sem um desfecho. Mesmo com os suspeitos identificados, o julgamento foi adiado, mais uma vez.

Amiga da vítima (Áudio off): Assassinado num ambiente de trabalho, uma pessoa boa, vinte e cinco anos, na flor da idade. Estava formando em Educação Física.

Repórter (Narração): O relato é de uma amiga de Leandro, que por medo, preferiu não se identificar. Ele foi assassinado no dia 6 de novembro de 2020, na academia em que trabalhava no município de Coari. De acordo com a polícia, no dia do crime, um homem entrou no local se passando por aluno e pediu instruções de treino. Em seguida, um segundo suspeito se aproximou e efetuou três disparos contra Leandro. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, ambos os suspeitos fugiram.

José Barradas (Delegado): A gente identificou os autores, né, que é um casal, né, que trabalha na área de saúde, inclusive um estudante de medicina, que contratou pessoas para a prática desse crime.

Severo Júnior (Repórter em Coari): Em março deste ano, o julgamento pelo Tribunal do Júri chegou a ser iniciado aqui na Câmara Legislativa de Coari, mas precisou ser adiado. Isso porque dos sete réus, apenas dois estavam presentes. E de acordo com a justiça, não pode haver julgamentos separados e todos precisam estar presentes para que o processo siga.

Alexandre Pinheiro (Pai da vítima): Um jovem promissor que, fazendo faculdade, no ano seguinte já ia se formar. Então, um filho com essa, com essa mentalidade, hoje, com esse perfil, é a maior felicidade de uma família. E que nós queremos justiça.

Apresentador: Nós procuramos o Tribunal de Justiça do Amazonas para questionar sobre essa demora no julgamento dos acusados, mas até o fechamento da edição não tivemos retorno.

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