Uma situação revoltante foi registrada no porto de Coari, envolvendo uma mulher diagnosticada com câncer que quase foi impedida de embarcar rumo a Manaus, onde realizaria um tratamento aguardado há meses.
De acordo com relatos, o comandante da embarcação barrou a passageira sob a justificativa de que seu estado de saúde poderia representar riscos durante a viagem. A decisão gerou indignação imediata entre familiares e pessoas que estavam no local, já que a mulher precisava urgentemente se deslocar para a capital para dar continuidade ao seu atendimento médico.
A situação ganhou ainda mais repercussão quando o influenciador e repórter Zé Real interveio no caso, questionando a postura do comandante e dando visibilidade ao ocorrido. A pressão popular aumentou no porto, com diversas pessoas defendendo o direito da paciente de seguir viagem.
Após momentos de tensão, o impasse foi resolvido somente depois que o marido da mulher assinou um termo de responsabilidade, assumindo possíveis riscos durante o trajeto. Com isso, o comandante voltou atrás e autorizou o embarque.
A passageira finalmente conseguiu seguir para Manaus, onde tem uma consulta marcada há meses um compromisso essencial para seu tratamento.
O caso levanta um debate importante sobre limites de autoridade em situações sensíveis e, principalmente, sobre o direito de acesso à saúde, especialmente em regiões onde o deslocamento por via fluvial é muitas vezes a única alternativa para pacientes em busca de atendimento especializado.