A situação é grave e revolta moradores dos bairros Urucu e União. Há pelo menos três dias, famílias estão sem abastecimento de água após o rompimento de uma tubulação nas proximidades do distribuidor da CAESC. No local, uma vala foi aberta para o conserto, mas até agora o problema não foi resolvido.
A falta de água já afeta diretamente a rotina da população, que enfrenta dificuldades básicas para cozinhar, tomar banho e manter a higiene. O que mais chama atenção, porém, é a demora no reparo de um problema considerado simples.
Segundo denúncias, o serviço ainda não foi concluído porque o material necessário precisa vir de Manaus. A justificativa tem gerado indignação entre os moradores, que criticam a dependência constante da capital para resolver situações emergenciais.
“Tudo é Manaus. Quebrou aqui? Tem que buscar em Manaus. Falta material, falta planejamento. Enquanto isso, o povo é quem sofre”, relata um morador, revoltado com o descaso.
A população também relembra que essa não é a primeira vez que o problema se repete. Em um caso recente, o furto de fiação deixou comunidades dias sem água pelo mesmo motivo: a espera por materiais vindos de fora.
Diante da repetição dos problemas, moradores acusam a gestão de negligência e cobram providências imediatas. Para eles, a ausência de um estoque básico de materiais na cidade demonstra falta de preparo e respeito com a população.
A denúncia é clara: enquanto a burocracia e a dependência de Manaus atrasam soluções, quem paga o preço é o cidadão, que segue há dias sem acesso a um serviço essencial.